Vivemos na era da comunicação. Se, há alguns anos, o nosso contato com amigos ou parentes distantes demorava meses com a entrega de uma carta, hoje cruzamos o globo terrestre em instantes nas redes sociais. Bom, da mesma maneira que esse nosso diálogo pessoal se transfigurou com o avanço dos meios tecnológicos, a comunicação na saúde sofreu alterações.

Sabemos que um hospital é um ambiente de tensão, com alto fluxo de pacientes e, por vezes, alguns ruídos entre a instituição e os médicos. Alta burocracia, demora no atendimento e cancelamento de agendamentos são pontos de frustração de profissionais da saúde, que podem afetar o bom funcionamento da instituição.

Nesse sentido, uma comunicação eficaz pode impactar diretamente a diminuição de erros e a maior segurança para o paciente — até porque, em um ambiente que lida com vidas humanas, qualquer erro pode ser fatal.

Tendo isso em mente, no post de hoje veremos algumas dicas para otimizar as interfaces da comunicação na saúde, abrangendo desde o registro em prontuário até a troca de plantões e o setor de emergência. Continue lendo e confira!

1. Divulgue conteúdo de qualidade

A demanda no meio médico por conteúdo de qualidade é sempre alta. A medicina se atualiza com uma velocidade surpreendente, logo, profissionais da área têm que se manter atualizados, ou suas condutas rapidamente se tornam defasadas. Assim, investir na área de divulgação científica, além de amplificar a capacitação de pessoal do hospital, demonstra que os interesses dos profissionais e da gerência estão alinhados.

Vários centros já adotam boas práticas científicas como um mecanismo de aliança entre médicos e gestores. Elaborar newsletters, por exemplo, ou difundir trabalhos recentes e promover o acesso institucional a plataformas de divulgação científica são boas estratégias para essa divulgação.

2. Aproveite aplicativos a favor da comunicação

Até pouco tempo atrás, acreditava-se que o uso de celulares e smartphones era prejudicial ao desempenho no trabalho. Em algumas situações, no entanto, podemos utilizar essa tecnologia a nosso favor — afinal, se médicos e profissionais da área da saúde carregam o mundo digital nos bolsos, a estratégia inicial para otimizar a rotina de trabalho é fazer parte dessa inovação.

Como o ambiente hospitalar é carregado por uma heterogeneidade muito característica, alguns aplicativos podem facilitar a comunicação intersetorial. Pode-se apostar, por exemplo, em áreas restritas para médicos ou feeds de notícias e artigos recentes. Outros hospitais, como o Sírio Libanês, já fazem uso de canais próprios que se adéquam às peculiaridades de cada área ou profissional. Pense nisso!

3. Invista numa boa plataforma de gestão

A quantidade de processos manuais, fluxogramas com tarefas repetitivas e formulários em excesso para se preencher torna o trabalho médico muito mais burocrático do que ele se propõe a ser. E esse é um importante fator de conflito dos médicos com os hospitais — mas que pode ser facilmente contornado com a informatização da gestão.

Centralizando os processos institucionais em um único software de gestão hospitalar, é possível reduzir a burocracia e, consequentemente, amenizar o estresse que ela acarreta nos profissionais. Além desse resultado, o hospital ainda otimiza os seus recursos, evita o retrabalho e reduz processos manuais, acelerando todas as suas funções.

4. Foque nos resultados

Como mencionamos, a comunicação em saúde impacta diretamente a qualidade do atendimento ao paciente. Nesse sentido, avaliar indicativos da qualidade do serviço e da comunicação, de modo geral, é uma boa estratégia para verificar o seu impacto. Dentre os parâmetros que podem ser utilizados para esse fim, podemos elencar:

  • redução na ocorrência de erros;
  • redução nas falhas por segurança;
  • otimização no registro de informações do paciente;
  • redução de exames repetidos;

Enfim, podemos afirmar: o investimento em comunicação faz parte da estratégia de qualquer instituição na área da saúde que preze pela melhoria constante. Para isso, alguns mecanismos podem ser utilizados — como o prontuário eletrônico e os sistemas específicos — garantindo a otimização do atendimento, mais rapidez no fluxo de procedimentos, menor taxa de erros e a fidelização dos pacientes.

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