No contexto atual de concorrência crescente, aumento da expectativa de clientes e introdução de novidades tecnológicas, as empresas precisam estar preparadas para administrar seus processos e projetos da forma mais eficiente possível. E isso não é diferente no segmento médico.

Quando feita de maneira profissionalizada, a gestão em saúde traz inúmeros benefícios às instituições, podendo melhorar o cuidado aos pacientes sem perder de vista a lucratividade do empreendimento. Para garantir isso, contudo, alguns pontos importantes devem ser priorizados.

Pensando nisso, veremos no artigo de hoje o que define essa gestão e o que deve ser observado para se investir no crescimento e na própria perenidade de um hospital ou centro médico. Tenha uma boa leitura!

O que é a gestão em saúde?

Também chamada de administração hospitalar, a gestão de cuidados de saúde é o conjunto de atividades necessárias para manter funcionando um estabelecimento de saúde — cuja finalidade, em última análise, é prestar serviços de atendimento médico.

Podemos compreender esse gerenciamento a partir de uma unidade única e especializada (pública ou privada); passando por instituições complexas, que prestam serviços em diversas áreas da medicina; ou mesmo o sistema de saúde como um todo, integrando hospitais, consultórios, centros de diagnósticos, bem como os agentes atuantes no setor.

Como ela funciona na prática?

Os deveres dos profissionais responsáveis por essa gestão incluem assegurar:

  • que os departamentos individuais funcionem sem problemas;
  • que funcionários qualificados sejam contratados;
  • que as informações sejam disseminadas de maneira eficiente em toda a organização;
  • que resultados específicos sejam alcançados;
  • que os recursos sejam usados da melhor maneira possível.

Além disso, eles devem prezar pela observância de requisitos legais impostos pelo poder público, bem como outros aspectos da qualidade que podem ser seguidos pela instituição, como nos casos em que há exigências em virtude de certificações ou outras demandas.

Para realizar o que precisa ser feito neste sentido, existem as figuras do gerente-geral de saúde e a do especialista.

Normalmente, os generalistas supervisionam instalações inteiras, enquanto especialistas se concentram na administração de departamentos específicos como marketing, logística ou contabilidade. Porém, é fundamental ressaltar que, embora um gerente ou coordenador esteja responsável pelo todo ou por uma parte, a gestão só acontece de forma otimizada quando há o envolvimento de todos no processo. Isso é o que chamamos de cultura.

Se há uma diretriz de redução de custos, é importante que não seja apenas um desejo do gestor, e sim uma atitude de qualquer colaborar quando faz o que estiver em seu alcance para, por exemplo, evitar desperdícios.

Toda essa gestão é essencial, pois traduz os objetivos estratégicos da instituição em ações práticas de dia a dia. Assim, exerce controle sobre a operação da unidade e age para identificar oportunidades de melhoria no desempenho, especialmente pensando na satisfação dos pacientes e no aumento das taxas de sucesso.

Quais são os pontos de atenção para uma boa gestão?

Como vimos, o processo de gerenciamento hospitalar é bastante complexo, pois envolve diversas atividades — e, afinal, lida com vidas humanas. Seus desafios, então, acabam sendo intrinsecamente maiores do que os de administrar empresas em outros ramos de negócio. Para facilitar, vejamos a seguir quais são os pontos que merecem mais atenção.

Controle de operações

Na raiz do gerenciamento de toda empresa estão aspectos relacionados à estrutura do negócio, como o desenvolvimento de projetos, a aquisição e manutenção de equipamentos, a compra de matérias-primas e insumos etc. Isso sem falar na gestão de pessoas, no marketing, nas finanças e em tudo aquilo que garante o seu funcionamento.

Nesse sentido, uma unidade de saúde pode ser especialmente desafiadora, por sua dinâmica de admissão, fluxo e alta de pacientes, bem como de todos os processos de suporte. É preciso manter-se atento a todos esses fatores, prezando sempre pela segurança dos pacientes, qualidade e ética, mas sem perder de vista as questões econômicas do negócio.

Questões legais

Outro aspecto bastante relevante é o da legislação vigente e suas alterações. Esse, aliás, é um processo crítico, pois as consequências de não estar em conformidade com as regulamentações podem ser bem graves.

É preciso, portanto, se esforçar para manter a instituição sempre em linha com o que tiver sido estabelecido pelo poder público nas mais diversas dimensões — que vão desde as políticas de operadoras de planos de saúde, passando pelo correto descarte de materiais, até os direitos dos pacientes que precisam ser observados.

Desafios e tendências no setor

Algo muito significativo — e que faz toda a diferença quando pensamos na gestão em saúde — é o acompanhamento do que está acontecendo na área, do ponto de vista global.

Em outras palavras, é importante analisar e interpretar os aspectos estratégicos da gestão hospitalar nos principais centros de excelência do mundo, avaliando os caminhos que estão sendo seguidos para absorver tudo aquilo que fizer sentido também na sua instituição. Isso permite que você antecipe movimentos e se mantenha na vanguarda no que diz respeito ao atendimento e à qualidade.

Uma forte tendência atual, por exemplo, é a expansão da oferta de cirurgias robóticas, que trazem diversas vantagens tanto à execução quanto ao pós-operatório.

Empreendedorismo e inovação

A velocidade com que o mercado está se transformando atingiu níveis impressionantes nos últimos anos. As chamadas healthtechs, por exemplo, já são uma realidade, e negligenciar a relevância desse tipo de iniciativa pode representar perdas consideráveis em termos de vantagem competitiva.

Hoje, instituições que não dedicam parte significativa de seus recursos para projetos voltados à inovação tendem a ficar pra trás, sendo superadas por organizações mais modernas e com mentalidade disruptiva.

Fazer diferente para reduzir custos, democratizar o acesso e aumentar a efetividade de procedimentos. São esses os fatores que permitem tomar melhores decisões, e nos quais se deve investir para que os cuidados com os pacientes estejam sempre no nível desejado, até para continuar competitivo no mercado.

Como vimos, a gestão em saúde demanda atenção e envolvimento. Requer conhecimento e pessoas preparadas para fazê-la de forma profissional, buscando sempre os altos índices de excelência. Mas, quando se consegue evoluir gerencialmente, os benefícios são perceptíveis — não só nas finanças, mas principalmente nos indicadores de satisfação dos pacientes e de sucesso dos procedimentos!

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