Nos últimos anos, com o avanço das novas tecnologias da informação, uma verdadeira revolução vem ocorrendo na Medicina. É o que chamamos de saúde 4.0. Mas, afinal, você sabe o que ela representa?

Tudo começou com os sistemas de registro eletrônico de saúde (EHR), popularmente conhecidos como prontuários eletrônicos. Eles permitiram que os hospitais, planos de saúde e órgãos governamentais fossem capazes de integrar os dados dos atendimentos para elaborar políticas de promoção de saúde, otimizar tratamentos etc.

Recentemente, a inteligência artificial, o big data em tempo real e as realidades aumentada e virtual seguem mudando a forma como nos relacionamos com a saúde, impulsionando essa revolução. E é sobre isso que trataremos neste post. Continue lendo e confira!

Como se deu a evolução até a saúde 4.0?

A saúde 1.0 aconteceu lá na década de 70, quando a computação trouxe avanços no ramo dos diagnósticos, como a tomografia computadorizada e a melhoria da ultrassonografia. Logo após isso, temos o surgimento da intranet e da internet, trazendo a chamada saúde 2.0, marcada por essa integração de dados pela rede de computadores.

A partir da década de 2000, o avanço nos estudos do genoma humano permitiram uma nova compreensão das doenças. Além disso, surgiram algumas opções de “wearables” (dispositivos vestíveis) na saúde. Um grande exemplo é a bomba de insulina, que permite uma liberação controlada do hormônio no corpo do diabético sem que ele precise injetá-la diversas vezes ao dia. Esse é o contexto da saúde 3.0.

Por fim, chegamos à saúde 4.0. Ela enfatiza a autonomia do paciente, que não mais tem só um papel passivo em seu tratamento. Os smartphones, os smartwatches e os aplicativos trazem o cuidado com a saúde para o dia a dia, dentro do bolso ou no pulso do usuário.

Hoje, há apps para nos lembrar de tomar remédios, para controlar a dieta etc., e essa ajuda na promoção da saúde pode evitar a complicação de diversas doenças. Justamente porque muitas dessas tecnologias têm uma visão multidisciplinar da saúde, contando com o auxílio de psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros.

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Ademais, a própria digitalização e integração das informações médicas em uma única plataforma permite que todo o pessoal envolvido na cadeia de tratamento de um indivíduo tenha informações atualizadas e verdadeiras.

Quais são as tecnologias envolvidas? Quais benefícios elas trazem?

Digitalização de dados — maior integração das informações

Esses são os prontuários eletrônicos que já estão na rotina dos hospitais. Sistemas de registro médico personalizado, capazes de emitir receitas, pedidos de propedêutica complementar e atestados. Com isso, toda a anamnese e as condutas do médico ficam armazenadas no computador ou na nuvem.

Computação em nuvem — informações acessíveis de qualquer lugar

A nuvem é o armazenamento de informações em servidores externos por meio da internet. Ela permite, dentre outras coisas, que os profissionais de saúde consigam acessar os prontuários em qualquer lugar, desde que tenham uma conexão com a internet. Além disso, as radiografias podem ser realizados em um lugar e laudados pelo médico à distância, sem prejuízo para a saúde do paciente. Isso torna os atendimentos mais rápidos e produtivos.

Internet das Coisas — cuidado personalizado com a saúde

Existem hoje pulseiras e smartwatches capazes de medir em tempo real a frequência cardíaca dos usuários. Provavelmente, daqui a alguns anos, essas tecnologias poderão ser utilizadas para controlar também os sinais vitais, a oximetria e a glicose do paciente, com procedimentos minimamente invasivos. Ademais, em um futuro próximo, os dados colhidos por esses sensores poderão ser integrados com análises genômicas para personalizar ainda mais os tratamentos.

Big data — individualização do atendimento médico

Big data é o nome dado ao processo de coleta e análise de grandes volumes de dados para obter informações úteis aos usuários. Com ele, somos capazes de identificar melhor quais grupos de pacientes são mais suscetíveis a determinadas doenças, quais sofrem mais complicações e os que aderem mal a um tratamento, por exemplo. Isso garante a criação de estratégias individualizadas para maximizar o cuidado médico.

Enfim, como podemos ver, a saúde 4.0 veio para ficar. Por isso, os hospitais precisam implementar os seus conceitos urgentemente. Caso contrário, você poderá perder espaço para a concorrência, que já deve estar utilizando essas novas tecnologias.

O que você achou desse conceito? Comente aqui no nosso post e deixe sua opinião!

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