O setor de saúde, como você sabe, tem muitos agentes. Há uma relação essencial entre médicos, hospitais e convênios de saúde, o que exige uma troca de informação constante. Diante do uso de tecnologia, é natural que haja mais informação disponível em cada um desses pontos, mas como integrá-los? A resposta está na interoperabilidade.

Essa é uma etapa indispensável para o alcance de resultados por parte do setor e que tem se tornado um aspecto central do debate. Portanto, é preciso entender como e por que realizar a sua aplicação na área de saúde.

A seguir, saiba do que se trata a interoperabilidade na área e veja quais são as principais características.

Como essa integração funciona?

A existência de diferentes agentes ou pontos no setor de saúde faz com que soluções distintas sejam utilizadas. Um hospital pode adotar um sistema de gestão, enquanto uma operadora de saúde usa outra ferramenta. No entanto, os dados dos pacientes são os mesmos e precisam circular com facilidade.

A interoperabilidade surge como uma solução, porque tem o objetivo de garantir uma comunicação transparente e eficiente entre diversas plataformas. Esse processo acontece apesar de suas diferenças, ou seja, soluções completamente distintas podem trocar dados de maneira consistente.

Por causa dessa qualidade, é algo que envolve a integração de dados e a união entre soluções, em busca de um processo mais eficiente.

O que esse conceito tem a ver com a TISS?

A Troca de Informação de Saúde Suplementar (TISS) é um padrão instituído para garantir a troca de informações entre agentes de saúde e operadoras dos convênios médicos. Trata-se de um protocolo que busca a uniformização de ações, como o fluxo de informações de pacientes e procedimentos realizados.

Nota como isso tem tudo a ver a interoperabilidade? A criação desse padrão serve, justamente, para garantir que as informações circulem com transparência, mesmo que venham de sistemas diferentes. Como consequência, as ações que ocorrem a partir dessa comunicação são favorecidas.

Quais são as vantagens da interoperabilidade na saúde?

Investir nesse conceito é uma decisão que traz diversos benefícios, tanto para o hospital e para os profissionais quanto para os pacientes. Ao conhecê-los, fica mais fácil entender por que essa deve ser uma das prioridades em termos de adoção de tecnologia. Na sequência, veja quais são as principais vantagens nesse sentido!

Redução do retrabalho

Quando todas as informações são transmitidas de maneira transparente e de forma que possam ser entendidas, há uma redução dos riscos de erros e retrabalhos. Afinal, todos os agentes de saúde têm acesso aos mesmos dados e podem tomar decisões melhores, com base neles.

Além disso, é uma forma de centralizar as principais informações sobre o paciente. Ao conhecer seu histórico e procedimentos que realizou, é possível usar esse entendimento prévio. Isso evita a necessidade de repetir o que já foi feito, de modo a evitar o retrabalho.

Diminuição dos custos

A interoperabilidade também é crucial para reduzir os custos de diversos processos da saúde. Como há menor retrabalho, a produtividade é ampliada e há menos desperdícios. Com isso, os gastos se tornam menores.

Também é uma maneira de economizar tempo e de garantir maior rapidez para autorizações e outros processos. Desse modo, gera-se uma economia importante e que leva a um aumento de retorno sobre o investimento.

Facilidade de comunicação

Naturalmente, criar um padrão para a troca de informações e garantir que esse fluxo aconteça mesmo entre sistemas distintos reforça a comunicação. Com essa solução, é possível fazer com que os agentes tenham visibilidade completa sobre os pacientes, os procedimentos e as necessidades específicas.

Desse modo, há menos ruídos de comunicação e uma tomada de decisão que passa a ser menos burocrática. Como consequência, toda a área de saúde sai ganhando.

Sucesso no tratamento

O paciente também é positivamente impactado por essa integração e seus resultados. Afinal a concentração de dados em um histórico de tratamento e de condições dá mais visibilidade aos médicos. Com isso, há maior taxa de sucesso do diagnóstico e do tratamento. Em situações de emergência, isso pode ser responsável por salvar vidas.

Ainda, esse é um aspecto essencial, em termos de acompanhamento. Com um sistema de marcação de cirurgias, por exemplo, o paciente pode acompanhar o estado do pedido. Essa facilidade de verificar os próprios dados faz com que as pessoas se sintam mais seguras quanto aos tratamentos.

Quais são os desafios desse processo?

Embora a interoperabilidade seja muito positiva, ela também envolve desafios que devem ser superados. É indispensável pensar, primeiramente, no comprometimento dos agentes em consolidar essa transparência. É necessário realizar os investimentos certos e recorrer às soluções que garantam a padronização. Por mais que os impactos sejam positivos, há uma necessidade de mudança de paradigma.

Também existe o fato que essa questão tem dado seus primeiros passos no Brasil. O avanço da tecnologia sobre os setores é gradual e alguns agentes não estão preparados para essa troca. A expectativa é de adaptação, mas isso pode exigir uma atenção extra no começo.

Para completar, é preciso considerar a questão referente à segurança de dados. Muitas informações são sensíveis e devem ser protegidas contra vazamentos e acessos não autorizados. Por isso, é indispensável criar um processo consistente e adequado às necessidades.

Por que é importante se preocupar com a evolução tecnológica?

A tecnologia traz automação de processos, reduz os custos e potencializa os resultados. Com isso, a entrada desses recursos na gestão da área de saúde já acontece e só vai se fortalecer com o tempo. Considerando que os agentes terão, cada vez mais, o apoio dessas ferramentas, a interoperabilidade é indispensável.

É preciso ser capaz de se adaptar à evolução tecnológica para obter o nível adequado de competitividade e de performance. Somente assim o setor vai conseguir crescer e ser incorporado, definitivamente, ao contexto digital.

A interoperabilidade é uma das principais necessidades do segmento de saúde, ao falar em tecnologia e uso integrado de recursos. Com a sua aplicação, é possível tornar o setor mais eficiente, econômico e qualificado.

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